A leishmaniose canina é uma doença grave e frequente, embora pouco conhecida pelos donos dos cães.
Se quer saber mais acerca desta doença, o Prof. Robert Killick-Kendrick poderá esclarecer as suas dúvidas mais comuns sobre a leishmaniose. Nos países da área mediterrânea, como Espanha, Itália ou Portugal, a infestação por Phlebotomus spp. é um grave problema. Estes insectos transmitem doenças como a leishmaniose, que pode ser fatal para os cães. Em Portugal, considera-se que quase todo o território continental é endémico de Leishmaniose canina. Existem, no entanto algumas regiões onde o risco de infecção é maior e noutras onde o risco de infecção é menor. Estudos efectuados em Portugal, revelam que as regiões mais afectadas são a região metropolitana de Lisboa e Setúbal, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Beira Interior, grande parte do Alto e Baixo Alentejo e o Algarve (ver mapa). O facto de um cão viver numa região onde o risco de infecção é mais reduzido, não implica que esteja mais seguro, pois basta que, durante as férias ou um fim-de-semana, se desloque para as regiões mais afectadas, que constituem grande parte do território Continental, para ficar exposto a um risco de infecção maior. Adicionalmente, os estudos efectuados demonstram um aumento da Leishmaniose Canina em Portugal nos últimos anos. Nalgumas regiões a Leishmaniose aumentou mais de 100%, no período de menos de 10 anos, e outras regiões, onde anteriormente o risco de infecção era reduzido, passaram a apresentar um risco significativamente maior.
| Seroprevalência da Leishmaniose canina 
Clique no mapa para conhecer os dados da Leishmaniose canina em Portugal.
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